quinta-feira, 29 de janeiro de 2009


Esse foi meu segundo dia, visitei tia Paula minha médica e ganhei esse brinquedo que gostei mais do que a bola de futebol que meu pai me deu. Esses homens só pensam em futebol!

Na sexta-feira (23) tia Ula e tio Celso me convidaram para passar a noite lá enquanto meus pais iam para um casamento, meus pais ficaram apreensivos, acharam que eu ia fazer bagunça na casa dos outros (imagina, logo eu!). Só porque no dia anterior eu comi os fios do ventilador, carregador de celular e modem.

Meu pai até passou mal no casamento e voltou logo, espero que não tenha sido de preocupação, afinal eu me comportei muito bem! Garanto que tia Ula e tio Celso estão morrendo de saudades!

beijocas caninas

MAFALDINHA
















Oi , sou Mafalda, cheguei aqui em casa com 2 meses e 4 dias, botei a vida dos meus pais de pernas pro ar, joguei-os na parede, chamei de lagartixa e eles gamaram!





Vejam as fotos do meu primeiro dia em casa, tava desconfiada mas não perdi a pose!










quinta-feira, 19 de junho de 2008

Outro domingo


Quero outro domingo para perder a noção da hora...
Outro sem pensar em ir embora...
Outro cozinhando delicias...
Outro para amar infinito...

Quero outro domingo para ser amada...
Outro para viver a melhor felicidade que existe...
Outro para ser em todos os sentidos...
Outro para ser o melhor que se pode ser...

Quero outro domingo para te agradecer...
Outro para com você descobrir mais coisas...
Outro para nos descobrir...
Outro domingo para ser feliz...

Quero outro domingo para esquecer do frio...
Outro para ouvir a chuva...
Outro de perfeita harmonia...
Outro para dançar com você...
Quero outro domingo daqueles!




terça-feira, 15 de abril de 2008


Aeroporto de Guarulhos
Agora só faltam três
Três horinhas pra chegar
Em Recife de uma vez
A cidade que respeito
Por toda sua altivez

Mas dessa vez não vou a toa
Tem motivo especial
E não se engane, meu amigo
Não é pelo carnaval
E por mais que seja bom
É um motivo anormal

Bom mesmo não sei se é
Afinal nunca casei
E pelo visto, meus queridos
Pra titia já fiquei
Mas não pense que estou triste
Pois do título eu gostei

O motivo é anormal
Porque é casório de quatro
Não é de mula com burro
Nem tão pouco
De bêbado chato
É casamento de gente
Onde dois e dois são quatro

Quatro amigos, duas irmãs
E ta tudo misturado
Dois amigos, dois irmãos
Não dá pra saber de fato
Quem é quem nessa história
Está tudo mal contado

Incomum, isso é verdade
Mas é bem emocionante
Eu me lembro dessas duas
Pequeninas e brincantes
Não é que eu esteja velha
É que o tempo foi marcante

Chatinhas de galocha
Como se diz na minha terra
Unidas e fofoqueiras
Ai de quem mexe com elas
Isso tudo seria ótimo
Se eu não fosse irmã delas

Na vida, quem me pergunta
A quem devo agradecer
Agradeço à minha família
Com eles, gente aprendi a ser
E essas duas aí de branco
Me ajudaram a aprender

Aprender a respeitar
Todos que gostam da gente
Pai, tio, amigo, primo
Todo mundo é parente
Porque da vida a gente leva
Só aquilo que se sente

Luana era uma menina
Chatinha e irritante
Virou uma moça linda
Boazinha e elegante
Até porque não to aqui
Pra falar nada decepcionante

Brincadeira, minha linda
Foi só pra quebrar o gelo
E digo logo para Victor
Pra com você ter muito zelo
E pra manter o corte em dia
Pra não levar puxão de cabelo

Victor é gente muito fina
Conheci cá em São Paulo
Sempre gostei muito dele
Ele é lindo e educado
Tem umas brincadeiras chatas
Mas hoje está perdoado

Pra não causar nenhuma intriga
Vou falar logo de Renato
Sempre o achei um doce
Mas a fama era de brabo
E quem conhece de verdade
Vê que é legal de fato

Culto e inteligente
Esse é o meu cunhado
Tem muito gosto pra música
E pra mulher então, nem falo
Escolheu uma tão linda
Que é bom até ter cuidado

Porque Ló é muito esperta
Mas do que imaginamos
Esperta no bom sentido
Vou aqui logo falando
Mas eu vejo que o casal
Está mesmo se amando

Loala com esse jeito
Bem responsável de ser
Pirangueira que só ela
Boa que só vendo pra crer
Alma íntegra como a dela
Um dia ainda hei de ter

O avião já decolou
Agora eu vou descansar
Pra aproveitar a festa
Que vai ser de arrasar
E à vida feliz pros quatro
Vamos juntos desejar

Adeus minhas meninas
Que mulheres agora são
Pentelinhas simplesmente
Pra sempre no meu coração
Que quero abraçar bem forte
Quando descer desse avião

quinta-feira, 27 de março de 2008

A Ilha de Caras é na Vila Mariana


Já dizia Glauber Rocha "Sou famosíssimo e paupérrimo."

Depois de um longo dia de trabalho volto para casa alegre e saltitante, quando passo pelo bar da esquina o garçom me grita do outro lado da rua:


- Taja, na sua casa está faltando energia, venha tomar cerveja!

Eu cá comigo faço um tímido gesto com a mão e penso: já vi de tudo em marketing mas essa nova forma de abordar o cliente está um tanto quanto agressiva.

Continuo minha caminhada alegre porém não tão mais saltitante, e ao passar na porta do cabelereiro, escuto:

- Tá indo pra casa? Mas lá tá faltando luz!

Caramba, realmente deve estar faltando luz na minha casa e privacidade é um objeto de arte vitoriana do século XIV!

Diante dessas constatações nada me restou a não ser voltar para o bar, já que pelo grito do garçom a minha fama de bebum se alastrou pelos bairros de Vila Mariana, Moema, Cerqueira César, Ipiranga e região.

Mas não dei o gostinho pra ele, peguei a cerveja e fui beber em casa. NO ESCURO!

sexta-feira, 7 de março de 2008

O dia em que meu "oxi" saiu de férias


Há tempo venho me segurando para não falar a expressão paulistana "meu", confesso que eu pensava nela, pensava muito, em quase todas as frases exclamativas, mas sempre me controlava na hora H e soltava um "Oxi que massa", "Oxi que lindo".

Ontem num momento de distração, meu "Oxi saiu de férias" e acabei falando aquele "Meu" há cinco anos reprimido, coitado! E ele não veio sozinho, meus caros. Acreditem! Eu soltei um enfático: "meu, isso é legal pra caral..." e antes de terminar a frase meu cérebro repressor rapidamente enviou um "oxi, muito bom". Depois desse momento tudo ficou escuro, não consegui mais me atentar à conversa, fiquei morta de vergonha como se algo muito grave tivesse ocorrido. Caladinha saí de fininho, sem nem mesmo lembrar o que eu tinha achado "legal pra cara...". Que cérebro censurador, o meu, ou seria "Ô meu!"

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dúvidas da vida moderna


Se eu sair na rua de chapéu vermelho e botas amarelas, eu vou ser chamada de cool, cult, emmo, in, out, louca ou bombeira?


Como é difícil conviver com as dúvidas da vida moderna!

terça-feira, 4 de março de 2008

Quem dera uma bulimia coletiva

Ultimamente ando vomitando meus sentimentos, e se conselho fosse bom....

Porém eu me sinto melhor assim. Fazer o que?
Gente politicamente correta é o extrume da humanidade. Os que fingem que não vêem, os que querem parecer o que não são. Veja bem, querer ser o que não é, é perfeitamente compreensível, o problema é querer parecer. Isso é muito hipócrita!

Como assim? Mas eu também já fui extrume, quem no mundo de hoje não foi, que atire o primeiro cocô.

Mas não quero mais.

segunda-feira, 3 de março de 2008


Liberdade, liberdade...abra as asas sobre nós!

Não paro de pensar neste texto que o Contardo Galligaris escreveu pra Folha.

Do mesmo jeito que em João Pessoa, no final do ano passado, sentada na areia da praia eu não conseguia tirar os olhos de um menininho, filho de um caiçara, que rolava na areia brincando sozinho e extremamente livre. Meu pedido de final de ano foi ser livre igual a ele.
Não falo aqui, da liberdade de morar só, poder comprar coisas ou ser solteira. Falo da verdadeira liberdade. A de ser eu mesma, do fundo da minha alma.
VALE MUITO A LEITURA!

Que sorte!


Ir ao cinema em um despretensioso domingo e ainda achar o filme bom, é sorte dupla. A sorte pode vir na forma de uma nota de R$ 1,00 encontrada no chão, no encontro com uma pessoa que nos ensina exatamente aquilo que a gente precisa aprender. Cometer o pecado da gula no final de semana e ainda emagrecer 200 gr. (isso é sorte a valer).

Sorte pode ser a perspectiva de um bom negócio, ou abrir a geladeira e descobrir que tem chá gelado e aquela latinha de cerveja que sobrou de ontem.

Vejam que acabei de relatar meu final de semana por uma perspectiva sortuda, ele poderia ter sido assim:

Fui ao cinema em um domingo tedioso e calorento, e o filme não era lá essas coisas, enquanto outros acham R$ 50,00 no chão eu só acho essa miséria. Como sou azarada por não encontrar todos os dias com estas pessoas que me ensinam tanto! Abdiquei daquela torta e só emagreci 200gr. Porque não pensei nesse negócio antes? Que pobreza! Na minha geladeira só tem chá e uma latinha de cerveja!

Viu? Tudo depende da perspectiva não é?

Receber um NÃO em um determinado momento, pode ser a grande sorte da sua vida! Tenho pensado muito nisso!

Boa semana para todos!

sexta-feira, 9 de novembro de 2007




Fiquei só na minha casinha novamente, porém mil vezes mais bonita
Fiquei só na minha casinha novamente, porém mil vezes mais feliz
Fiquei só novamente, porém mil vezes mais sobrinha
Fiquei só novamente, porém mil vezes mais amiga
Fiquei só novamente, mil vezes mais agradecida
Fiquei só, mil vezes mais saudosa
Fiquei só, mil vezes mais vocês
Fiquei só
Fiquei

Voltem sempre!

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Lulu foi pra China




Lulu foi pra China
Vejam só que loucura
Se aqui no Brasil
Já ninguém a segura
Imagina na China
Longe da vida dura

Vai voltar de Kimono
Falando mandarin
Palito na cabeça
Distribuindo beijin
Palavra que aprendeu
Com um Chinês lá em Pequin

Imagine só, ela tentando
Falar lá com o seu Chinês
Ele vai perguntar pra Deus
Que tanto mal foi que ele fez
Se é pra vender pra essa doidinha
Prefiro ficar sem freguês

Churrasquinho de cachorro
Ela já disse que não quer
Mas um escorpião assado
De repente até dá pé
Se tiver cerveja então
Vai entrar que nem café

Na muralha da China
Disse que vai botar seu nome
Vai comprar o mundo inteiro
Numa loja em Hong Kong
E se o guia implicar
Ela pega o trem e some

Em Xangai vai tirar fotos
E ficar olhando as luzes
Vai comer em restaurantes
E tomar banhos de Jacuzes
Daqui eu digo com orgulho
Essa é minha tia Lourdes

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Minha mãe é de vanguarda

Desde criança, desconfiava que a minha mãe era diferente de todas as outras!
Filósofa, revolucionária, vaidosa e moderna!
Uma vanguardista!

Escolheu nomes estranhos para as filhas e conseguiu que elas não ficassem traumatizadas por isso, muito pelo contrário, nós adoramos nossos nomes!

Confesso que todo esse vanguardismo já me incomodou um pouco, principalmente quando ela resolvia criar novos modelitos e nos fazia sair de casa com roupas transcedentais ou psicodélicas. Ou de verde limão e laranja, quando todas as nossas amiguinhas usavam rosa e azul bebê!
E na minha adolescência quando ela dançava com um copo na cabeça na frente dos meus amigos e eu achava aquilo ridículo!

Essa é minha mãe!

Esta semana, me surpreendi comprando um MP3 de presente para ela, sim um MP3 , para que ela possa ouvir os Mantras da Yoga, ou escutar suas músicas preferidas, enquanto vai ao curso de Espanhol. Hoje ao telefone ela me perguntou se ele servia como Pen drive também, rs..eu adorei a pergunta!

Meus amigos, minha nãe não sabe cozinhar um ovo, de cozinha não entende mesmo. Mas se o assunto é política, ela dá show.

Tem um dos astrais mais altos que já vi em toda a minha vida, com ela não existe problema sem solução e quando não tem solução é porque não era um problema. Tem um dinamismo que chega a ser preocupante, minha irmã diz que é hiper ativa, para mim ela precisava baixar o faxo de vez enquando, para o bem da sua saúde.

Não existe visita que vá em sua casa e não volte lá depois, ela é ótima anfitriã, foi ótima nora, foi ótima filha, é ótima esposa, sogra, cunhada, amiga e irmã.

Nossos amigos são amigos dela, e isso não tem preço!

Mamãe, agradeço todos os dias pelas comidas que você não cozinhou e pelas panelas que você não areou.
Que bom que você não perdeu tempo com isso!!! Te amo muito!!
















sábado, 11 de agosto de 2007


Eu adoro aniversários, e como diria um amigo, sobretudo quando é o meu!

O deste ano tá dando até medo de tão especial que foi, apesar de não ter acordado com o telefonema de vovó Diva, dizendo "ói ela" , como todos os outros anos, recebi muitos e muitos telefonemas da minha família e amigos!

Mas vamos ao que interessa: estou eu às 11h30 da manhã tentando pôr ordem na casa quando recebo um telefonema inusitado, Marco Aurélio cantando parabéns...com direito a "com quem será...", tia Marlise desejando felicidades e meu tio Agostinho com aquela conversa boa de ouvir. Ele não deve estar sabendo, mas me deu um presente que não tem preço, não é tácito e vai vir comigo pro resto da vida! O melhor presente do dia...

Meu Deus o homem demora
Mas um dia ele aprende
Que não precisa de dinheiro
Para dar um bom presente
Basta abrir o coração
Para deixar alguém contente

Veja bem essa história
Que o meu tio me contou
Nem de longe ele sabe
O quanto me emocionou
É nessas horas que vejo
O quanto abençoada sou

Interior do Maranhão
Em Pindaré Mirim
Começou uma amizade
Que não ia mais ter fim
Lá que conheci teu pai
ele disse para mim

Murilo queria comprar
Uma casa pra sua avó
Uma casa muito bonita
Na cidade de Maceió
Queria financiar
Mas o banco não teve dó

Meu senhor meus parabéns
Seu gesto não é nada mal
Mas para comprar a casa
Você precisa de um aval
Para adquirir um imóvel
Não basta só dar o sinal

Foi no Banco da Maranhão
O gerente era o Arlindo
Teu pai citou vários nomes
Inclusive seu tio Dívio
Mas o cabra não aceitou
Deixando ele desiludido

Teu pai quebrou a cabeça
Pra achar um avalista
E no meio de tantos nomes
Tava alí o meu na lista
Dessa o Arlindo gostou
Minha reputação era bem quista

O problema é que Murilo
Direito não me conhecia
Mas uma boa cachacinha
Resolve qualquer burocracia
Assim ficamos amigos
E se cumpriu a profecia

Teu pai comprou a casa
E fez questão de me levar
Para conhecer a mãe
Que eu tanto ouvia ele falar
Chegamos às 6h da manhã
Depois de duas horas no bar

E assim fomos à Gruta
O Bairro da Dona Diva
Minha sobrinha vou te contar
Pois em mim tú acredita
Alguém igual a ela
Eu tô pra ver nessa vida

Ela chamava o meu nome
Quando comigo conversava
Tinha uma voz mansa
Que a todos encantava
E pra sair daquela casa
Muito difícil ficava

Infelizmente este ano
Dela, chegou a hora
E é isso minha sobrinha
Está aí mais uma história
Sua avó era uma santa
E está na minha memória

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

O que é Cultura?




Foi naquela tarde quente
Eu andando pela rua
Um indivíduo me parou
E perguntou o que é cultura
E nessa hora, meu senhor
Começou minha procura

Meu camarada eu não sei
O que posso lhe dizer
Eu conheço esse nome
Mas explicar não vou saber
O que quer dizer essa danada
No dicionário há de ter



Fui atrás do dicionário
Até em livraria entrei
Confesso meio encabulado
O nome da loja nem sei
A vendedora abriu um sorriso
E foi aí que perguntei

Moça por favor me explique
Onde posso encontrar
A resposta pra pergunta
Que está no quengo a martelar
Eu tava andando pela rua
Veio um homem perguntar

Moço, o que é cultura?
E você veja meu vexame
Já ouvi por tantas vezes
O danado desse nome
Se cultura fosse comida
O homem ia morrer de fome

Não se preocupe senhor
Disse ela, delicada
Você veio no lugar certo
Olhe só aquela bancada
Abarrotada de livros
Vá lá e dê uma olhada

Tinha livro pra daná
Nome nada habitual
Drummond, suassuna, Lins do Rego
O conterrâneo João Cabral
Foi o dia todo lendo
Até da vista, passar mal

Fui embora meio tonto
Tonto porém feliz
Saí correndo da livraria
Até a rua da matriz
Procurei até à noite
E encontrei o infeliz

Sentado num banquinho, Avistei
Pelo meu cansaço o culpado
Com orgulho eu pensei
Agora eu pego esse danado
Vou dizer-lhe o que cultura
Ensinar pra esse coitado

Meu amigo eu não disse antes
Porque tava com muita pressa
Mas agora eu voltei pra dizer
que de cultura sei a beça
Ela ta numa livraria
Que fica naquela travessa

Mas o tal do camarada
Queria mesmo era me irritar
Respondeu-me mal criado
Que eu tenho muito o que estudar
Que cultura não era só livro
E que ele ia me ensinar

Saiu andando apressado
Eu de besta, fui atrás
Queria mesmo era só vê
Do que esse cabra era capaz
Quando menos esperei
Já estava atrás do cais

Por lá tinha uma festa
Gente tinha era de rodo
Lembrei da minha mulher
Hoje me bate com o rolo
Ele foi logo me empurrando
Para o meio daquele bolo

Lá na frente tinha um palco
Acho que era show de rock
Tinha gente de todo jeito
De suor, enchia um pote
Um povo tão eletrizado
Que se tocasse dava choque

Camarada me explique
O que está acontecendo?
Quer me fazer de besta?
Daqui vou sair correndo
Sou cidadão de respeito
Isso aí é coisa do demo

Foi aí que ele me disse
Que eu tava muito enganado
Aquilo ali era cultura
Como o samba, o coco e o congado
Pois até de maracatu
Me falou esse danado

Esses ritmos, disse ele
Estão no povo enraizado
Tem o frevo, o baião
Bumba meu boi e reisado
Lá no palco Chico Science
Um cantor muito arretado

Até mesmo de cinema
Ele veio me falar
E de tanto tipo de arte
Que nem consigo me lembrar
Tudo isso é cultura
Você pode acreditar

Falou de roupa, de comida
De costume e tradição
De linguagem, de lugares
Até de festa de São João
E eu fiquei impressionado
O homem era mesmo “bão”

Já era tarde da noite
E eu não tinha feito nada
Só falando de cultura
Do patrão vai vir paulada
Cultura não dá dinheiro
Mas eu gostei da desgraçada

terça-feira, 31 de julho de 2007

As quatro


Porque irmãs, porque quatro, porque mulheres, porque de longe, porque saudade, porque se amam, porque reclamam, porque mulheres, porque saudade, porque choram, porque riem de si , porque riem das outras, porque se espelham, porque irmãs, porque diferentes, porque se comparam, porque amigas, porque unidas, porque saudade, porque ainda brincam, porque inimigas de infância, porque amigas de eternidade!

O casamento de Roberta e Cristovam

Meu camarada, existem coisas
Que só mesmo Freud explica
Está acima do céu e da terra
E até mesmo Deus duvida
Como a história desse amor
Que hoje aqui se certifica

Fé eu mesma não botei
Muito menos dei valor
Terá sido uma enrrascada
Que a minha amiga se enfiou?
Confesso foi meu pensamento
Mas com certeza já mudou

Era drama de deixar
Nelson Rodrigues desmoralizado
Quem pôde acompanhar
Foi verdadeiro felizardo
Sou testemunha desde sempre
E venho aqui com muito agrado

Dizer que o respeitável noivo
Conquistou minha amizade
E que admiro muito
A sua autenticidade
Você conquista todo mundo
Com essa felicidade

Já da noiva eu gostaria
De nem precisar falar
Pois seria inevitável
Falar sem me emocionar
É minha amiga, quase irmã
Não há distância a separar

Hoje moro em São Paulo
E vim pra ver este casal
Eu desejo que esta noite
Seja mesmo FENOMENAL
E que esta nova vida
Um duradouro CARNAVAL

A festa está só começando
E eu não quero me estender
Esta é minha homenagem
E vocês fazem por merecer
A nossa grande amizade
Só tenho que agradecer

Eu estou aqui tentando
A história detalhar
Sinto muito Beta e Cristovam
A de vocês não vou contar
Tem menores no recinto
Vamos ter que censurar

Aos amigos "BANDIDOS"
Hoje o noivo vai dizer
O destino estava escrito
Demorei foi para ler
Precisou de 11 anos
Para isso acontecer

Às amigas, a "LINDINHA"
Hoje vai ter que falar
Viram só minhas queridas?
Foi difícil acreditar
Mas é com este doutor mesmo
Que a psicologa vai casar

Vocês devem estar cientes
Que estou apenas brincando
Pois a bandeira deste amor
Há tempo venho levantando
E que fico muito feliz
Em ver os dois se casando

Vim aqui queridos amigos
Esta festa eu não ia perder
Juro, nem vou lhes pedir
O danando do buquet
É esse brilho nos seus olhos
Que eu não podia deixar de ver

O Casamento de Milena e Tomás


Seu convidado eu já vi
Festa de todo jeito
Mas sei que hoje aí
Só tem gente de respeito
E o que tem nesse Cordel
Vem de dentro do meu peito.

Achei por bem você saber
Quem é bom amigo, avisa
Não pretendo me estender
Nem tão pouco ser prolixa
Vocês estão aí pra beber
Quem quer meditar vai a missa.

Primeiro quero pedir a benção
Aos famosos repentistas
Que dos meus erros aqui escritos
Eles façam grossas vistas
Pois todo nordestino sabe
O valor desses artistas.

Depois quero pedir a benção
A querida tia Dutra
E dizer que apesar da saudade
Sua filha venceu a luta
Hoje é Doutora de respeito
Não é médica fajuta.

Agora seu convidado
Venho eu me apresentar
Estou morando em São Paulo
Mas no Recife queria estar
Pois sei que nesse mundo
Lugar melhor não há.

O meu nome é Taja Passos
E vou logo lhe dizer
Essa noiva aí presente
É minha amiga do ABC
E amizade longa assim
Não tem preço pra vender.

Quando a gente era menina
Era ela a mais levada
Nas nossas férias no Rio
Sempre ela a mais danada
Rabo de cavalo e bota
Uma dupla da pesada

Colégio Damas, São Luís
Tardes na rua da Lama
De menina a bailarina
Ser perfeita é sua fama
Esse aqui é um presente
Da amiga que te ama.

Sua fama aumentou
Quando era adolescente
De todas as amigas
Era a mais inteligente
Pois por mais que estudassem
Ninguém passava a sua frente.

Logo a nossa bailarina
Passou no vestibular
Sinto muito, seu leitor
Parou ela de dançar
Escolheu a medicina
Para o povo ajudar.

Veio embora pra São Paulo
Quando acabou a faculdade
Não vou negar, meu senhor
No Recife deixou saudade
O dia anoiteceu
Ficou mais triste a cidade.

Aqui em Sampa conheceu
Vejam só, um belo moço
Logo deu para notar
Que tinha Angú nesse caroço
Foi ser logo namorado
E depois virou seu noivo.

Queria arrumar um paulista
Oh, meu Deus! Que ledo engano
Papo vem, papo vai
O moço é pernambucano
Os coitados dos paulistas
Nessa, entraram pelo cano.

Foi na Terra da Garoa
Numa boate de burguês
Tomás veio de mansinho
Disse: chegou a minha vez
Já ela não gostou muito
Pois a camisa era xadrez.

Quando conheci Tomás
Achei que serviu direitinho
Legal, bonito e inteligente
Com Milena dá certinho
Mesmo tendo no meu tapete
Ele derramado vinho.

O noivo treme de nervoso
Hoje ela sobe ao altar
Vai levada pelo pai
Muito linda ela está
Tão bonita que as outras noivas
Nem vão mais querer casar.

Estou longe, meus queridos
Mas daqui vou desejar
Quero pra vocês tudo de bom
Do que a vida possa dar
Saúde, amor, dinheiro e paz
E muitos filhos pra alegrar.

Se vocês pensarem bem
A vida começa amanhã
Por Deus , tenho certeza
Que vai ter gosto de avelã
Sei que Tomás vai cuidar bem
Da minha querida amiga-irmã.

Quando o dia clarear
Arranca logo esse véu
O que vocês estão esperando?
Corram pra lua de mel
Eu aqui fico pensando
No final feliz do meu cordel.

Mas não esqueça minha amiga
Do que eu vou lhe dizer
Se você não sabe ainda
Vou ser você quando crescer.
Agora saia de fininho e guarde
Para mim esse buquet.